28 de dezembro de 2010

Ócio, Billy the Kid e Simonal

Pra fechar 2010 aqui no blog, trago uma comparação curiosa que me veio à cabeça hoje quando li um jornal.
Billy the Kid 130 anos depois de sua precoce morte, Billy the Kid, (morto aos 21 anos de idade) lendário fora-da-lei do Velho Oeste e tido como frio e sanguinário por muitos, apesar de jovem, pode ser perdoado pelo governo do Novo México, nos EUA,  por causa de uma espécie de acordo  que propôs o perdão em troca de um testemunho em um caso de assassinato, acordo então não cumprido pelo governador da época.

Aí eu faço a primeira  pergunta: será que esse caso realmente é uma coisa tão importante assim a ponto de mobilizar advogados e políticos de um estado?
  • A outra questão
Simonal Lembram do caso do talentosíssimo Wilson Simonal? Pois é, passou a maior parte da carreira tentando provar que não era “dedo-duro”, caiu no ostracismo, se rendeu ao alcoolismo e morreu quase que esquecido, em 2000, pra ser “perdoado” depois de sua morte, em 2003.

Agora vem a segunda questão: se nunca foi provado absolutamente nada contra ele nesse sentido, porque demorou tanto pra reconhecerem isso por definitivo?

É por essas e outras que alguns políticos e pessoas de governo que exercem algum cargo de poder cada vez mais são postos à incredibilidade. A ociosidade, nos dois casos, faz com que a gente sinta que não tem mais nada melhor pra fazer, e quando tem, é “empurrada com a barriga” até o limite.

Uns se acaloram futilmente, quase como seres donos da razão, para inocentar um bandido morto a mais de 100 anos, enquanto outros demoraram 30 anos para evitar a condenação de um inocente…

Bom Ano Novo a todos!

3 comentários:

qcferris on 28 Dezembro, 2010 disse...

Me parece é que o ostracismo é o rei dos relativistas. Ou seja, nada melhor do que o tempo para apagar a memória recente e ajudar a deturpar ainda mais os fatos.
Quanto mais demora, maiores as chances de 'perdão'... as CPIs que o digam...

Junior Silva on 28 Dezembro, 2010 disse...

@qcferris
Olá, que surpresa você por aqui.
Pois é, cara. O tempo cura mas também deturpa, aliás, a mente é que deturpa.
Concordo contigo.
Abraços.

Kelly Cristina on 29 Dezembro, 2010 disse...

Isso me faz lembrar as novelas, que quando uma pessoa ruim morre - não necessáriamente um bandido - seus "inimigos" começam a perdoá-lo por suas atitudes e até a querer entender o seu lado. Eu acho que não é uma questão de tempo, mas sim uma questão de morte.

Enquanto a pessoa que causou algum dano, ou foi acusada injustamente, não morre, ela não será perdoada ou inocentada. Mas quando morre aí sim, as pessoas passarão a vê-la de uma outra forma.

Feliz 2011!

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