Nessa vida, seja em qualquer lugar, na TV, nos jornais, numa empresa, na música, na blogosfera, a gente se depara com coisas bem semelhantes, não é mesmo? Isso quando a gente não se depara com os famosos plágios ou imitações, mas falo nisso depois.
O autor dessa célebre frase do título deste artigo é o nosso velho conhecido Pica-Pau, que veio a soltar essa máxima num de seus episódios, aquele em que ele voa com patos. E ele teve seus motivos, mas acho que isso não vale pra tudo, ou talvez a gente deva compreender esse ditado sob uma nova ótica.
Uma coisa que me encanta e é de fundamental importância pra quem se aventura em uma atividade, seja música, literatura, pintura ou qualquer outra área é a originalidade. O que faz um livro ser diferente dos outros? O que faz uma música ser diferente das outras? O que faz um blog ser exclusivo?
Quando se tem ou se busca diferentes perspectivas sobre um mesmo objeto, o efeito que se tem é um leque de interpretações em mão dupla, ou seja, tanto pra quem o apresenta como pra quem o vê. Mas quando temos a coisa maçante do eco, da cópia por si só ou a falta de perspectivas e o estímulo aos questionamentos, em mão dupla também, caímos na mesmice. O problema é quando esse “mais do mesmo” se torna o padrão.
Quer exemplos? Qual a diferença entre o BBB e A Fazenda? Um tem famosos e o outro tem aspirantes a tal, e só. O que há de novo na blogosfera brasileira, além dos artigos do tipo “5 coisas tal” ou “top 10 coisas daquilo”, sem um quê de originalidade?
O que eu quero com isso? Quero mostrar que nem sempre ser “um sapo” na terra deles é importante, mas quem sabe ser “o sapo” seja mais interessante?
Quanto ao que eu disse no primeiro parágrafo, é que ser plagiado não é só “exclusividade” do Dicas Blogger ou do Bala Salgada. Infelizmente, também estou sendo…

