14 de fevereiro de 2011

Quando a mídia abraça a censura

Censura Na semana passada, uma deputada federal, mas precisamente Luiza Erundina, foi convidada por uma rádio pra dar uma entrevista sobre um projeto de lei muito interessante. Trata-se da PL nº 55/2011, que propõe tornar obrigatória a consulta popular sobre aumentos de salário de deputados, senadores e presidente da República.

Seria um debate importantíssimo pra sociedade, uma forma de divulgar um projeto realmente justo e democrático, mas aí aconteceu uma coisa inesperada. A entrevista foi vetada sem qualquer motivo aparente, e não foi dada nenhuma explicação sobre o fato.

Por “coincidência”, essa mesma deputada entrou com um requerimento de audiência na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI), que visava debater a renovação de concessões de grandes emissoras de rádio e TV. Segundo a deputada, a cada 15 anos deveria ser revista a concessão, de acordo com a legislação, para avaliar a qualidade da programação das emissoras, e estabelecer punições caso houvesse irregularidades. Uma das punições seria a devolução da concessão, pois o dono da emissora punida seria um simples permissionário.

Acontece que a rádio em que a deputada seria entrevistada faz parte de um grupo, o Grupo Bandeirantes, que há 30 anos tem sua concessão renovada automaticamente, sem qualquer reavaliação. Bingo!

O egípcios deram um show de cidadania ao mundo. Se uniram em busca de um ideal, a luta a favor da democracia pra derrubar um regime repressor e ditatorial (me perdoem a redundância). Só que aqui, nesse caso, parece que caminhamos lá pros tempos dos faraós. Uma instituição que se mostra  democrática cala uma voz, a favor de seus interesses comercias, e em detrimento de uma causa que poderia se tornar popular, e promoveria ainda mais a democracia.

Lá, o povo deu um “empurrão” na repressão. Aqui, a mídia “abraçou” a censura…

Fonte: Metrô News

6 comentários:

Miih on 21 Fevereiro, 2011 disse...

O problema é que o povo brasileiro reclama por democracia, mas não se interessa por noticias interessantes, nem tem vontade de lutar pelos seus ideais...
é uma pena!

Joice disse...

concordo com a Miih

é so em sala propor um debate e as pessoas te olham feio, mas é muito facil por a culpa nos meio de cominicação e nos politicos.
errados somos nos.

Anônimo disse...

O povo brasileiro é acomodado fica reclamando mas não quer se mexer pra fazer alguma coisa.
tbm acho que aki soh tem manifestação popular quando a mídia, por interesses próprios, manipula o povo pra fazer alguma coisa. queria que acontecesse algo aki mais que isso queria participar de algo aki e por iniciativa puramente popular!

turco barbudo on 22 Fevereiro, 2011 disse...

Bem-vindos ao brasil. todo mundo reclamda que tá ruim e ninguém faz nada pra melhorar.
Começem por não querer 'tirar vantagem' no troco de centavos no mercado por exemplo, depois criem vergonha na cara pra ajudar uma pessoa que precise, levante e toma uma atitude quando acontece algo errado perto de você.
Os políticos são reflexos do povo... todo mundo achar que dar uma de malandro uma hora ou outra tá certo... o resultado todo mundo conhece, tá por aí.

(meu comentário ficou meio fora do contexto, mas não me importo, foi isso que pensei

Gê. disse...

O povo brasileiro é acomodado,se o Brasil está assim hoje,nós mesmos somos culpados.Só sabemos reclamar e nunca agimos.

namoronaboa on 23 Fevereiro, 2011 disse...

Tema importante e pertinente. Para uma sociedade ser realmente democrática é fundamental a presença de mídias democráticas também. Ora, se determinada concessão fere esse princípio, por si só já é motivo suficiente para sofrer sanções, seja por parte da sociedade civil - que precisa ser muito mais ativa e cidadã, seja pelos órgãos públicos responsáveis pela ordem democrática, além de diretamente responsável pelas autorizações de concessões. Dessas últimas,,, bem, a esmagadora maioria dos concessionários foram beneficiados desde os tempos da Ditadura Militar, e depois por seus "representantes" na câmara e senado federal, e se perpetuam de geração a geração, de pai para filho, como numa monarquia.
Abraços

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