Não sou nenhum aspirante a “Mãe Dinah” e nem tenho pretensão pra tal coisa, mas aposto que depois de uma rápida olhada ao título do artigo você imaginou: “ na minha vida não acontece nada pra virar um livro” ou “um livro só não dá”.
Eu sei, dei duas alternativas, aí fica fácil. Isso porque eu não mencionei o pensamento “mas quem compraria meu livro?” Mas eu não vou ser tão cruel assim. Enfim, vamos analisar partes desse livro, e depois você me diga se seria interessante ou não:
- O protagonista
Alô, Junior, tem alguém aí? Claro que o protagonista é o dono da história. Mas aí é que tá. Cada protagonista tem uma história diferente, mesmo tendo metas e objetivo comuns em relação aos outros “personagens”, vamos assim dizer. Isso se chama originalidade. Como você lida com situações adversas? O que você faria pra conquistar um grande amor, ou pra alcançar um sonho que parece utópico?
- O antagonista ou vilão
Tá ficando interessante? Quem é ou o que é o seu maior obstáculo? Não sei se alguém tem um opositor do quilate de Lex Luthor ou Iago na vida, mas se tiver, que carma, hein? Se bem que há gente que simpatize com esses elementos. Vide Don Corleone. Então, quais suas “armas” pra anular essa figura?
- Os personagens
Não podem ficar de fora os personagens da sua vida, as pessoas que participam dela. Todo mundo, ou a maioria, tem um grande ou grandes amigos, um amor, uma pessoa que marca. Muita coisa se aprende com eles, principalmente com os amigos verdadeiros.
- Tramas e “pano de fundo”
Essa é a melhor parte, os acontecimentos. Situações engraçadas, sérias, o cotidiano. Por menor que seja, todo mundo tem uma história pra contar. Pode ser uma história chata, é verdade, mas todo mundo tem sim.
Quanto ao “pano de fundo”, não interessa se você é um milionário morando numa cidade rica ou se você mora no morro no meio de uma comunidade. As experiências de vida ocorrem nos mais variados lugares. Cabe a você aproveitar ou não.
Enfim, sua vida daria um livro? Será que sua vida é interessante o suficiente pra tal coisa? Esse questionamento do livro é justamente pra gente se olhar e perceber se não estamos perdendo coisas que a vida oferece. Não estou propondo que vivamos um conto fantasioso cheio de magia ou super-heróis com seus grandes feitos, mas guardadas às devidas proporções, merecemos momentos desses, não acha?
Seja um livro de romance, ação, comédia ou aventura, conte um pouco das suas experiências. Aí a gente pode palpitar, dando uma de leitor…


3 comentários:
Oi, Júnior!
Conforme eu lia cada ítem, meu cérebro ia codificando as imagens, vendo se o 'teatro-vida' de minha existência, teria algum público para aplaudir no fim do ato...
Minha vida daria um livro, levando-se em conta que toda história tem passagens trágicas, comédias, suspense, romance, etc.
Depende de como o 'autor' vê essas passagens!
Eu, a 'protagonista', costumo florear os capítulos tristes.
Começo a enredar novos horizontes para que a história não vire um vale de lágrimas negras, onde os 'personagens' só choram e sofrem!
Se eu teria um público para ler minha 'vida'?
Creio que sim...
Mas não deliraria esse mesmo público com meus momentos de alegria!
Nós que nos intitulamos 'humanos', adoramos a desgraça alheia, por isso, as tragédias de minha vida é que renderiam bom caldo literário...
Colocando o tom certo, 'enchendo linguiça' daqui, pondo 'uma pimenta' acolá, toda vida dá um bom enredo!!!!
Grande post, amigo!
Estou indicando, ok?
Abração,
Mary:)
@Mary Miranda
Que bom que gostou.
Pelo que você descreveu, sua história é interessante. Concordo com as tragédias, acaba fisgando leitores também.
Obrigado e um abração!
Olá, Júnior.
Gostei da ideia apresentada no seu post.
Creio que a vida de qualquer um de nós daria um livro. Isso porque, todos nós temos algo de diferencial para contar. Está aí: o direfencial é o que faria "vender" o livro.
Abraços.
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