9 de agosto de 2011

Fita cassete, a bola da vez?

Bem, o mercado atualmente pode não estar como o do vinil, mas a procura pelas saudosas fitas cassetes vem crescendo. Como explicar essa "nova" moda agora?



Há um tempo atrás, eu citei aqui no blog em um outro artigo como o vinil vinha sendo bastante valorizado apesar do mp3, formato mais usado atualmente. Mas agora, cresce o interesse também pela velha fita cassete, ou k7 pra alguns. Muitos fatores podem fazer com que esse formato de música analógica venha a reconquistar o gosto por amantes de música. Claro que o primeiro, na minha opinião, é o saudosismo puro, o que leva pessoas a virarem colecionadores dessas peças. Mas outros podem entrar na questão.

Uma coisa característica que tanto a arte como a tecnologia sempre tiveram, além de também se combinarem nesse caso, é a chamada moda retrô. Essa moda esteve sempre muito presente na cultura digital. Na música eletrônica por exemplo, atualmente está muito em evidência, principalmente nos Estados Unidos, a chamada 8 Bits Music, ou Chiptune, que usa uma sonoridade bem saudosita e similar aos efeitos de audio que eram usados na programação de jogos de video games antigos, como os do Atari, Master System e o "Nintendinho".  Aproveitando esse gancho da música de 8 bits, muitos músicos, ou programadores, (porque não?) acabam também produzindo seu material também em fitas cassetes, dando uma amplitude maior ainda à essa moda retrô.

Fita Cassete
Bom, eu não sei se novamente a fita cassete terá um lugar de destaque. Essa nova geração de geeks e nerds que também são fãs de músicas,  não fizeram parte dessa história, e talvez, eu disse talvez, não contribuiria pra isso, como acontece um pouco com o vinil e outras tecnologias retrôs. Eu, dando minha opinião de músico, aprecio bandas e artistas que disponibilizam seus álbuns em vários formatos, até porque muita gente gosta muito dessa coisa retrô. Por isso é possível achar fitas tanto virgens como gravadas, inclusives de artistas contemporâneos, em sites como o Amazon ou Mercado Livre. Existem também muitos aparelhos portáteis à venda por aí, inclusive novos, que suportam e convertem músicas para mp3.

Se você é saudosista e curte também essa moda, aproveite. Se você pegou essa época, relate também sua relação com as fitas. Aos mais novos, relate também se vocês tiveram interesse em conhecer esse formato, e o que acharam.


 

10 comentários:

Minhas Poesias Irradiantes on 09 Agosto, 2011 disse...

Amigo noto em sua conclusão instigante quando dizes bem assim: "Se você é saudosista e curte também essa moda, aproveite. Se você pegou essa época, relate também sua relação com as fitas. Aos mais novos, relate também se vocês tiveram interesse em conhecer esse formato, e o que acharam." E em reposta confirmo que sou saudosista e usei muito fitas K7 etc tal, para treinamentos, gravações das mais diversas e musicas em geral, foi da minha época e continua sendo, pois enquanto eu tiver essas fitas que guardo será sempre um prazer recordar o seu auge, valeu por fazer um post que assim pude relatar um pouco mais a respeito!

Viviane on 10 Agosto, 2011 disse...

Junior eu acho que esta moda não pega. Eu sou da época da fita cassete, da época em que se ficava horas esperando tocar aquela música na rádio pra gravar e o infeliz do locutor falar bem no finalzinho.
As fitas estragavam com facilidade por mais cuidado que tivéssemos. Eu ficava soprando fita para ela tocar.

Vc acha mesmo que o povo vai querer sofrer de novo com a qualidade que temos na música digital hoje em dia? Acho muito improvável.

Talvez pelo 'cult' do retrô, mas não por ser legal. Pra quem curte modismos...

Mau on 13 Agosto, 2011 disse...

Eu conheço bem o que é fita k7, vinil, vhs e digo com todas as letras, comparadas com a tecnologia digital de hoje são verdadeiras peças de museu, não tem nenhuma vantagem, só saudosismo mesmo.

Glenn on 13 Agosto, 2011 disse...

Eu sou da época das mixtape... fazia-se uma seleção de músicas para levar no bolso, ou dar de presente. Além de também esperar horas para tocar uma música no rádio...
Mas essa época já era, tem coisas que tem que ficar no passado, sendo objetos de saudosistas... ainda mais que o som das K7 era pior que alguns discos de vinil...
RIP K7... Viva música digital...

Anônimo disse...

Amigo, lembro-me de uma fita que eu tinha que era uma sensação na vizinhança. Todos queriam emprestado. Tinha muitas gravações boas (de rádios FM), e algumas até excelentes (de VINIL). Cheguei até a cogitar que eu iria cobrar aluguel, pois essa fita era muito requisitada. Mas ainda prefiro o MP3.
Abraços.

Anônimo disse...

Olá, sou o Raimundo Gilson. Particularmente, sou fã de fitas K-7 e, embora em parte discorde de alguns argumentos, entendo boa parte deles. A fita era realmente uma mídia limitada, mas nem por isso ruim. O grande problema é que a maioria dos tapes vendidos eram de qualidade duvidosa. Entretanto, quem escuta uma fita gravada num Tascam, Revox, Bang & Olufsen, Akai GXC ou Nakamichi tem outra opinião. Falo isso como feliz proprietário de um GXC-725D, um primor de deck. Ainda tenho uma caixa com mais de 100 fitas virgens, todas lacradas, dentre as quais TDKs, Maxell, Sony e Basf. Acho que há espaço pra todas as mídias, desde os arquivos sonoros até os 78 RPM. A questão é saber respeitar o espaço e o direito do outro ouvir o que quer e quando quer.

Allmxt disse...

Discordo totalmente das afirmações em que imputam à fita K7 má qualidade e baixa durabilidade. Muuuuito pelo contrário, o K7 é uma mídia totalmente analógica que garante banda passante extendida (ao contrário do CD que limita o espectro entre 20Hz e 20Kz e nem sequer é considerado alta fidelidade, e tem vida útil de pelo menos 30 anos. Tanto que tenho fitas K7 aqui em casa com mais de 35 anos! No tocante à qualidade técnica do som, basta dizer que ainda hoje, nos grandes estúdios de gravação (Universal/USA por exemplo), o sistema de gravação em fita analógica é usado justamente por ser insuperável. Artista de elite grava sempre em fita magnética. Digital? Fica pra próxima.

Anônimo disse...

Não acho tão ruím assim a fita k7, ainda uso para gravações de programas de rádio equanto estou fazendo outra coisa para poder ouvir depois, é uma pena que etá tão difícil de achar, aqui paguei 5 reais por uma. Sempre gostei da qualidade das fitas da sony, para mim eram as melhores

Anônimo disse...

tenho varios tape decks,acoplado a um equalizador profissional,e eu garanto que minhas gravaçoes em fitas k 7, metal e crommo,apos serem gravadas no equipamento.elas tem uma qualidade sonora superior ao cd.ex.fita k 7 normal.qualidade inferior ao cd.fita crommo qualidade igual ao cd.fita metal qualidade superior ao cd.tem como comprovar,obrigado.

Rodrigo disse...

Eu tenho muita saudade das fitas k7, e achei errado tirarem do consumidor a opção de comprar um lançamento de um artista em k7. E se a pessoa gosta de ouvir música num formato antigo? não tem o direito? Sou contra essa coisa de que temos que comer o que eles botam no nosso prato! NÃO! O consumidor de música deveria ter direito a cardápio, LP,K7,CD ou MP3
acho o direito de opção algo sagrado!!

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