31 de março de 2011

O Rio sob o nanquim de Thomas Henriot

Começou ontem e vai até o dia 22 de maio uma exposição no Rio de Janeiro muito criativa, e que eu nunca tinha visto igual. Trata-se da cidade retratada em nanquim pelo artista Thomas Henriot.

Thomas usa o nanquim e o pergaminho chineses  pra pintar algumas grandes cidades do mundo e suas particularidades, como paisagens naturais, urbanas e situações do cotidiano. Dessa vez, a Cidade Maravilhosa é quem ganha os traços do artista francês.

Veja alguns dos trabalhos do artista que estarão expostos:

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A exposição, que se chama Thomas Henriot no Brasil – exposição de desenhos está sendo realizada no Centro Cultural Justiça Federal, no Rio.

Para mais informações, confira o site do Centro Cultural, e também o site de Thomas, pra conhecer mais de suas belas obras.

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23 de março de 2011

A guerra também vira arte

Está ocorrendo uma exposição muito interessante, que vai até meados de abril, no Monnaie de Paris, na França. Ela se chama “Peurs Sur La Ville”, algo como “medo sobre a cidade”, traduzido para o bom português. O objetivo dessa exposição é provocar nas pessoas uma reflexão sobre a violência urbana em Paris, através de fotografias históricas, reais e imaginárias, e não ficar naquela mesmice de te fazer olhar quadros num museu pra um bando de gente ao seu lado fazer “cara de paisagem”.

Essa mostra é baseada  no trabalho do fotógrafo de guerra Patrick Chauvel (sim, existem fotógrafos especialistas em guerras). Suas imagens feitas  nos conflitos em países como Afeganistão e Líbia foram sobrepostas em várias outras de Paris captadas pelo Google Street View, dando uma impressão surreal de caos sobre o cotidiano da Cidade-Luz, num mix entre realidade e ficção.

Além dessas interessantes fotomontagens, que contam com a participação do artista Paul Biota, há também fotografias reais de conflitos.

Confira algumas dessas belas imagens:

Arco do TriunfoO Arco do Triunfo © Patrick Chauvel / fotomontagem Paul Biota

 

Montparnasse

Torre Montparnasse © Patrick Chauvel / fotomontagem Paul Biota

 

Ponte Alexandre III

Ponte Alexandre III © Patrick Chauvel / fotomontagem Paul Biota

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18 de março de 2011

Sua vida daria um livro?

Sua vida em um livro Não sou nenhum aspirante a “Mãe Dinah” e nem tenho pretensão pra tal coisa, mas aposto que depois de uma rápida olhada ao título do artigo você imaginou: “ na minha vida não acontece nada pra virar um livro” ou “um livro só não dá”.

Eu sei, dei duas alternativas, aí fica fácil. Isso porque eu não mencionei o pensamento “mas quem compraria meu livro?” Mas eu não vou ser tão cruel assim. Enfim, vamos analisar partes desse livro, e depois você me diga se seria interessante ou não:

  • O protagonista

Alô, Junior, tem alguém aí? Claro que o protagonista é o dono da história. Mas aí é que tá. Cada protagonista tem uma história diferente, mesmo tendo metas e objetivo comuns em relação aos outros “personagens”, vamos assim dizer. Isso se chama originalidade. Como você lida com situações adversas? O que você faria pra conquistar um grande amor, ou pra alcançar um sonho que parece utópico?

  • O antagonista ou vilão

Tá ficando interessante? Quem é ou o que é o seu maior obstáculo? Não sei se alguém tem um opositor do quilate de Lex Luthor ou Iago na vida, mas se tiver, que carma, hein? Se bem que há gente que simpatize com esses elementos. Vide Don Corleone. Então, quais suas “armas” pra anular essa figura?

  • Os personagens

Não podem ficar de fora os personagens da sua vida, as pessoas que participam dela. Todo mundo, ou a maioria, tem um grande ou grandes amigos, um amor, uma pessoa que marca. Muita coisa se aprende com eles, principalmente com os amigos verdadeiros.

  • Tramas e “pano de fundo”

Essa é a melhor parte, os acontecimentos. Situações engraçadas, sérias, o cotidiano. Por menor que seja, todo mundo tem uma história pra contar. Pode ser uma história chata, é verdade, mas todo mundo tem sim.

Quanto ao “pano de fundo”, não interessa se você é um milionário morando numa cidade rica ou se você mora no morro no meio de uma comunidade. As experiências de vida ocorrem nos mais variados lugares. Cabe a você aproveitar ou não.

Enfim, sua vida daria um livro? Será que sua vida é interessante o suficiente pra tal coisa? Esse questionamento do livro é justamente pra gente se olhar e perceber se não estamos perdendo coisas que a vida oferece. Não estou propondo que vivamos um conto fantasioso cheio de magia ou super-heróis com seus grandes feitos, mas guardadas às devidas proporções, merecemos momentos desses, não acha?

Seja um livro de romance, ação, comédia ou aventura, conte um pouco das suas experiências. Aí a gente pode palpitar, dando uma de leitor…

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15 de março de 2011

Os cuidados com exames de raio-x

Raios-X Apesar da tecnologia nos exames diagnósticos por imagens ter avançado bastante, muitos hospitais, principalmente os públicos, ainda utilizam bastante os raios-x, até porque exames de tomografia, ressonância magnética e de medicina nuclear, por exemplo, são muito caros ainda, e são muito utilizados em exames específicos.

Existem vários profissionais capacitados a operá-los, como técnicos e tecnólogos, mas infelizmente, como ocorre em toda profissão, existem aqueles que não se preocupam com os pacientes e nem com eles próprios, expondo-se e expondo terceiros à radiação sem necessidade. E não só isso, realizam exames também de forma errada.

Por isso, vão aqui algumas dicas pra você se prevenir, e exigir seus direitos se caso for necessário submeter-se à esses exames de raio-x:
  • Exija proteção
Se você é o acompanhante do paciente, e sua presença é indispensável para a realização do exame, exija proteção. Existem protetores feitos de chumbo, como o avental, mais comum. Esse material bloqueia a passagem da radiação.
  • Cuidados no caso de gravidez
O exame de raio-x não é indicado a grávidas, principalmente até 12 semanas de gestação. Apesar do risco ser muito pequeno, a radiação pode afetar a formação do feto. Se o exame for feito em extremidades, como braços e pernas, exija o avental de chumbo.
  • Exames feitos com pacientes deitados, em alguns casos, podem acarretar erro no diagnóstico
Se você suspeitar que está com sinusite ou alguma inflamação nos seios da face*, prefira realizar o exame em pé, mesmo que o profissional te peça pra deitar. Acontece que inflamações nessa região provocam muco ou pus, e se você se deitar esses líquidos podem se espalhar, o que pode fazer com que eles não apareçam na radiografia. Alguns profissionais pedem pro paciente se deitar na mesa porque o exame se torna mais fácil e cômodo de se fazer, ou se o paciente, por várias razões, não poder ficar em pé.
O mesmo vale pra crianças. Se seu filho ou filha já consegue ficar parado em pé, prefira realizar o exame assim.
  • Nunca se mexa durante o exame
É bem verdade que algumas máquinas antigas fazem barulho e assustam o paciente durante o exame, fazendo com que ele se mexa. Pode parecer engraçado, mas ao se mexer, a imagem fica comprometida, forçando o profissional a realizar uma outra, expondo a pessoa a mais radiação. Por isso, fique quieto e se prepare pra um eventual barulho. Alguns bons profissionais avisam essa possível situação.
  • Não é necessário se despir
Muitas pessoas, principalmente mulheres, ficam constrangidas na possibilidade de ter que se despir pra realizar exames. No caso dos raios-x, as vezes é necessário tirar o soutien, mas existe uma área reservada pra isso, podendo depois fazer o exame com a blusa, mas sem o soutien por baixo. Retirar brincos, relógios e pulseiras é indicado.
  • Guarde com cuidado sua radiografia
As vezes o médico pode pedir o exame pra consultar numa outra ocasião. Então, jamais dobre a radiografia, e guarde em local seco, longe do sol e da umidade.

Com essas dicas básicas, você não terá problemas com seu exame. Irá se prevenir da radiação, evitará erros em diagnósticos e conservará sua radiografia.

*Seios da face: são cavidades nos ossos da face, localizadas na região da testa e das bochechas.
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