30 de maio de 2011

Curiosidades sobre eletricidade

Você até pode não se dar conta, mas é com certeza dependente da eletricidade. Já parou pra pensar como você viveria sem ela? Como você viveria sem luz? Como poderia estar lendo este artigo agora? É por isso que trago algumas curiosidades sobre eletricidade, e também algumas surpresas, pois até hoje, por incrível que pareça, existem alguns mitos sobre ela.

Eletricidade

  • Quem descobriu a eletricidade?

O artigo já começa polêmico. Muitas pessoas atribuem  a Benjamim Franklin a descoberta da eletricidade. Você já deve ter ouvido falar que esse cientista empinou uma pipa num dia chuvoso com trovoadas. Até aí tudo bem, apesar do uso da pipa também ser controverso, mas alguns estudiosos afirmam que a eletricidade já era conhecida dos gregos e fenícios há muito mais tempo. A diferença que estes mais antigos tinham conhecimento da eletricidade estática. Experimente esfregar um pente em seu cabelo e depois disso colocá-lo sobre um monte de papel picado. Isso é eletricidade estática. O que Franklin fez foi associar um fenômeno da natureza ao fato de ele produzir luz, o que incentivou um interesse de vários outros cientistas.

  • O que é eletricidade?

Basicamente, é um fenômeno físico originado por cargas elétricas estáticas, ou em movimento, e por sua interação. Sendo mais técnico, é a troca de elétrons entre  átomos.

  • Como se gera eletricidade?

Existem várias formas. Pode ser gerada pela força da água que movimenta turbinas (usinas hidrelétricas), pela queima de combustíveis fósseis  ou carvão (usina termoelétrica), pela força dos ventos (energia eólica), ou por fissão de elementos radioativos (usina nuclear). Independente da forma, sempre é produzido calor também. Elementos químicos combinados geram eletricidade também, vide o caso das pilhas e baterias.

  • Como a eletricidade chega até nossas casas?

Basicamente, o processo é dividido em 3 partes: geração, transmissão e distribuição. As usinas correspondem a geração da eletricidade. Depois disso, ela é transportada por longos caminhos através das chamadas torres de transmissão, até chegar as subestações  e ser distribuída pelos postes, pra enfim chegar às nossas casas. Geralmente no Brasil, empresas diferentes cuidam de cada processo.

Depois desses princípios básicos, vamos aos mitos que muitas pessoas ainda acreditam:

  • Metal atrai raio

Quem nunca ouviu da mãe, da avó, do irmão ou da irmã mais velha que não se deve segurar facas, tesouras ou qualquer outro objeto de metal nas mãos em dia chuvoso com trovoadas? Você até ficava com medo, mas à toa. Metal não atrai raio. Esse mito ganhou força devido aos para-raios. A ponta do para-raio favorece a descarga elétrica porque é feita de uma forma pontiaguda. Todo material metálico que tem esse formato naturalmente tende a ter maior concentração de cargas eletrostáticas. Por isso os raios preferencialmente vão cair neles, mais isso não significa que os atrai.

Se você quiser saber mais sobre para-raios, leia o artigo “Saiba um pouco sobre para-raios”.

  • Ter instalação em 220V em uma casa é melhor que ter em 110V

Algumas cidades do Brasil recebem o fornecimento de 220V, principalmente na região nordeste. Já no sudeste, a energia fornecida na maioria das cidades é de 110V. Isso aconteceu porque quando as empresas começaram a fornecer energia, não existia um padrão nacional de fornecimento. E, na realidade, pra fazer uma instalação em uma casa alimentada por 220V, o custo é um pouco menor mesmo, dependendo da área da residência,  pois a corrente elétrica será menor, proporcionando um menor diâmetro de fios. Mas o consumo de energia será o mesmo, pois esse fator é medido em KW/h (quilowatts/hora), ou seja, é levado em consideração o tempo de energia consumido, independente do valor fornecido.

  • Fios de cobre são os melhores pra conduzir eletricidade

Levando-se em conta o custo-benefício sim, mas o cobre não é o melhor condutor de eletricidade. O melhor é a prata, mas produzir fios com esse metal seria muito caro. Mesmo assim o cobre é utilizado em larga escala, por também ser um bom condutor.

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26 de maio de 2011

Dia do Orgulho Nerd, comemorar o que?

Neste último dia 25 de maio “comemoramos” o dia do Orgulho Nerd. Todos que se enquadram nessa categoria correram para o Twitter e prontamente participaram das hastags #orgulhonerd, #diadoorgulhonerd etc. Até aí tudo bem, mas parece que ficou só nisso. Então, o que comemorar?Orgulho-Nerd Acho legal exaltar sim o orgulho de ser nerd, embora eu pareça mais com um geek, mas poderíamos aproveitar melhor datas assim. Como exemplo, seria interessante que todos os nerds e geeks assíduos usuários de internet criassem um movimento pela melhoria da banda larga no Brasil, pra discutir sua péssima qualidade e o seu alto preço.

Outra coisa interessante de se discutir é a carga tributária altíssima que é empregada em equipamentos eletrônicos, além dos games. É excelente que os preços dos tablets sejam reduzidos no Brasil, mas existem outros equipamentos que poderiam entrar nesse bolo. Quanto aos games, o Ministro Aloísio Mercadante, da Ciência e Tecnologia, já sinalizou que é favorável à redução de impostos. A indústria de games é muito grande, e o país está perdendo um potencial enorme de mercado, de formação de profissionais, de geração de mão de obra. Isso não pode ser ignorado.

Agora, vem a reivindicação mais importante, a educação. Seria genial se todos nós cobrássemos com mais empenho o acesso a educação, inclusive englobando já o acesso à internet. O Brasil já corre atrás pra combater a defasagem que é a situação educacional em relação a outros países, e não deveria cometer o mesmo erro a inclusão digital.

Enfim, é importante sim ter um dia pra se orgulhar de ser nerd, geek, mostrar pra todo mundo o que você faz e gosta, mas seria muito bom também que esse dia ganhasse mais e mais nerds, com a melhoria de tudo isso que apontei aqui. Aí sim poderíamos nos orgulhar de verdade…

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4 de maio de 2011

O ecletismo está matando a música

Muita gente acha que “gostar de tudo” é não ter identidade. Na música, por exemplo, a pessoa eclética é uma pessoa que, pra alguns, não entende nada de música. Por isso, muitos dizem que o ecletismo está “matando” a música, não só no Brasil, mas como no mundo todo. Será isso a causa da queda na qualidade?

Salada

Eu discuti isso num fórum de uma rede social no mês passado. Segundo a pessoa que iniciou a discussão, a mídia e as pessoas tem culpa nisso, pois se o primeiro fabrica artistas que desenfreadamente misturam ritmos pra se diferenciar, o segundo não tem personalidade pra escolher, e acaba sendo levado pela moda, se tornando uma pessoa eclética e sem personalidade musical.

De certa forma, acho interessante quando um estilo ou tendência influencia outro, desde que não ocorra uma desfiguração. Note que quando digo influenciar, é no sentido de tomar outro gênero como referência. Foi o que aconteceu com o "Samba-Rock". A música black norte-americana deu um suingado interessante ao samba, mas não desfigurou completamente a batida, o estilo em sua essência. E nem “matou” o verdadeiro samba. O samba-rock acabou virando apenas uma vertente. Diferente disso é o "forró eletrônico". Foi completamente desfigurado por uma tendência, talvez por essa "coisa pop" de hoje em dia, e acabou ofuscando o verdadeiro forró, remetente à Luís Gonzaga. Uma coisa tocada sem zabumba ou triângulo, e com um teclado que substitui a sanfona não pode ser chamada de forró, você não acha?

Essa “coisa pop” a qual me referi acabou peculiarmente se tornando uma definição pra tudo aquilo que não se pode definir. Ora é uma tendência, que acabou contaminando quase todos os estilos musicais, vide o pagode, o “sertanejo universitário”, ora se transforma em gênero musical, vide o pop-rock. Se há artistas bons seguindo essa linha, isso já é outra história.

Não acho que o ecletismo esteja realmente matando a música, ou pelo menos não é o grande vilão. O problema também está no imediatismo, na busca pelo sucesso a qualquer preço, na falta de investimento em cultura, na “linha de produção” de pseudo-artistas.

Ser eclético é, acho eu, um direito de qualquer um, até porque gosto musical é muito particular. E também existem boas e más músicas em qualquer gênero. Mas será que o ecletismo é capaz de diminuir o “campo de audição” pra se distinguir o bom do ruim?

A mim, não necessariamente…

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