18 de julho de 2011

A hipocrisia sobre a proibição de games no Brasil

Muito se fala em proibir alguns gêneros de games no Brasil, principalmente os tidos como "violentos". Será mesmo que eles são capazes de influenciar uma pessoa, ou é só mais uma hipocrisia?


Corre no Congresso Nacional um projeto de lei, a PL 7320/210, do Deputado Federal Alfredo Kaefer (PSDB/PR) que pretende proibir a produção, importação, comercialização, locação e usos de cartuchos, CDs, DVDs e similares com jogos ou outros aplicativos para vídeo-games e computadores de uso público classificados como violentos. A lei atingiria as lan houses e casas de jogos eletrônicos, sob pena de multa ou detenção. Bom, lançados os devidos dados sobre o projeto, vamos a algumas questões:
  • O direito à exposição de ideias
Foi com esse argumento que a justiça da Califórnia, nos EUA, derrubou recentemente uma lei semelhante de proibição. Ora, muitos partem do princípio que jogos tidos como violentos em exposição a crianças e adolescentes imediatamente influenciam-nos às práticas semelhantes na vida real. Mas por que os pais não poderiam controlar isso, podendo liberar seus filhos a terem acesso, mas usando os próprios jogos como um exemplo reverso, para educar e deixar claro que tudo não passa de fantasia, que tudo aquilo é virtual, e nada pode ser reproduzido na vida real? Me parecem ser leis paternalistas nesse sentido.
  • Produção de games geram lucros
É bem verdade que as empresas de games visam lucros, e faturam mais e mais a cada ano, mas pense no quanto isso gera emprego e forma profissionais capacitados para esse mundo do entretenimento. Tanto que no Brasil cresce cada vez mais o número de pessoas que enxergam nisso um futuro promissor pessoal e profissional. O mercado desenvolvedor não é muito grande por aqui, e vários profissionais conquistam a oportunidade de trabalhar fora do país. Imagine se fossem feitos investimentos nesse setor, o quanto de desenvolvedores seriam formados a cada ano, fora o desenvolvimento tecnológico e intelectual que isso traria para o Brasil.
  • A ótica hipócrita da lei
É muito fácil atribuir aos jogos a influência de práticas criminosas, mas quantas vezes você leitor já ouviu falar na mídia em geral que pessoas foram influenciadas a cometer essas práticas devido a eles? Nessa hora, nenhum parlamentar aparece dizendo que quer irradicar o analfabetismo, melhorar o sistema de saúde, acabar com a exploração infantil, fora a instituição família, muito desestruturada e que não educa aceitavelmente seus filhos nos dias de hoje, devido também a essas carências. Parlamentares esses que a cada dia afrouxam leis criminais muito mais importantes, aumentando assim a impunidade, em troca de pura e simplesmente esvaziar cadeias.

Enfim, usar essa proibição como "caça às bruxas" e tentar mostrar que isso é a fórmula mágica para acabar com a violência no país não me parece ser a melhor forma. Isso força o desvio da atenção às principais e reais causas dela. Leis paternalistas como essa "infantilizam" e manipulam o povo. Cabe aos pais ter o direito de decidirem a que os filhos podem ter acesso.




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12 de julho de 2011

A música salvará o Orkut?

Todo mundo sabe que o Facebook está caindo no gosto do brasileiro, e já caiu no gosto do paraguaio e do indiano, outros dois países onde o Orkut era a rede preferida também. Aqui, o Google rebola pra manter a rede em primeiro lugar, mas muitos se perguntam; até quando?



Com a criação do Orkut ao Vivo, com a cantora Pitty como atração pioneira, o Google vem com atrações musicais pra dar uma animação aos usuários da rede, e tentar evitar migrações pro seu maior rival, o Facebook. Apesar de convidar outros artistas de outros segmentos, parece mesmo ser as entrevistas com artistas solos e bandas musicais a aposta do Orkut. Nomes desse cenário como Jota Quest e Capital Inicial já passaram por lá, e nesta semana, será a vez de Seu Jorge. Mas será que isso evitará a fuga de usuários pra outras redes?

Eu sinceramente não acredito nisso, até porque o próprio Google lançou recentemente o Google+, que já beira os 10 milhões de usuários, virando a nova coqueluche (antigo isso, né?) na web. Apesar disso, a empresa afirma que continuará trazendo melhorias e dando atenção especial ao Orkut. Isso nos faz até especular que de alguma forma poderá haver alguma integração talvez, mesmo eu achando que as duas redes são bem diferentes.

Enfim, acho que me parece ser irreversível esse processo de queda do Orkut. A própria inércia do Google em inovar na rede contribuiu pra isso. Só as entrevistas com artistas da música, apesar de serem atraentes, não conseguirão impedir isso, mas muitos e muitos usuários continuarão com seus perfis lá. Meio clichê, mas quem foi rei, nunca perde a majestade.

E você, acha que o Orkut já era, ou acha que outras coisas poderíam ser criadas?
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